Quem deve vender seu imóvel? O alerta do CRECI-MG que você precisa ouvir
O presidente do CRECI-MG alertou sobre os riscos de vender imóvel sem profissional habilitado. Entenda por que isso importa e como se proteger na hora da venda.
Vender um imóvel parece simples, né? Você tira umas fotos, coloca num portal, espera alguém aparecer e pronto. Só que não. Quem deve vender seu imóvel é uma pergunta que parece boba, mas que o próprio presidente do CRECI-MG fez questão de levantar publicamente, e o recado dele merece atenção.
Em artigo recente publicado no jornal O Tempo, o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais trouxe um alerta direto: a venda de um imóvel envolve decisões financeiras de alto impacto, e fazer isso sem o suporte de um profissional habilitado pode custar caro. Muito caro.
Vamos conversar sobre isso.
Por que o CRECI-MG resolveu falar sobre isso agora?
O mercado imobiliário em Minas Gerais, especialmente em Belo Horizonte, vive um momento de aquecimento. Mais pessoas querendo vender, mais pessoas querendo comprar, e no meio disso tudo, uma quantidade enorme de transações sendo conduzidas de forma amadora.
O alerta do CRECI-MG não é à toa. Quando a movimentação do mercado aumenta, cresce também o número de pessoas que tentam vender por conta própria ou recorrem a intermediários sem qualificação. E é aí que os problemas começam.
Estamos falando de uma operação que, na maioria das vezes, representa a maior transação financeira da vida de uma pessoa. Não é comprar um celular. É colocar na mesa centenas de milhares de reais, às vezes mais de um milhão, e torcer pra tudo dar certo.
Os riscos reais de vender sem um profissional habilitado
Você pode estar pensando: "Mas eu conheço o meu imóvel melhor do que ninguém." E é verdade. Só que conhecer o imóvel é uma coisa. Conhecer o processo de venda é outra completamente diferente.
Veja alguns riscos que muita gente ignora:
Precificação errada
Colocar o imóvel por um valor acima do mercado faz ele "queimar": fica meses anunciado, ninguém se interessa, e quando você finalmente baixa o preço, o mercado já desconfia. Por outro lado, vender barato demais significa perder dinheiro que era seu por direito.
Um profissional habilitado faz análise comparativa de mercado, entende o momento da região e sabe posicionar o preço de forma estratégica.
Documentação com problemas
Matrícula desatualizada, pendências de IPTU, inventário incompleto, cláusulas contratuais mal redigidas. Qualquer um desses itens pode travar uma venda ou, pior, gerar um processo judicial anos depois.
Não é juridiquês, é proteção. E um corretor com registro no CRECI tem obrigação de verificar tudo isso antes de fechar qualquer negócio.
Exposição a golpes e fraudes
Infelizmente, o mercado imobiliário também atrai pessoas mal-intencionadas. Compradores falsos, documentos forjados, depósitos que nunca caem. Sem um profissional experiente na intermediação, você fica muito mais vulnerável.
Negociação desequilibrada
Vender um imóvel é, no fundo, uma negociação. E negociar algo que tem valor emocional pra você, a casa onde seus filhos cresceram, o apartamento do primeiro emprego, é extremamente difícil de fazer com objetividade.
O corretor funciona como um filtro técnico e emocional. Ele negocia com a cabeça fria que você, compreensivelmente, não vai ter.
"Mas eu economizo a comissão se vender sozinho"
Esse é o argumento mais comum. E, olha, a gente entende a lógica. Mas vamos pensar juntos.
A comissão de um corretor gira em torno de 6% do valor do imóvel. Parece bastante? Agora considera o seguinte:
- Um imóvel mal precificado pode ser vendido por 10% a 20% abaixo do que vale. - Um problema documental pode gerar custos jurídicos que ultrapassam, e muito, o valor da comissão. - O tempo que o imóvel fica parado sem vender também tem custo: condomínio, IPTU, manutenção, oportunidade perdida.
No fim das contas, a "economia" de não pagar a comissão pode sair muito mais cara do que o investimento em um profissional qualificado.
O que muda quando você tem um profissional ao seu lado
Um bom corretor, e aqui a gente enfatiza o "bom", não é só alguém que abre a porta do imóvel pra visita. É um consultor que:
- Estuda o mercado da região onde o imóvel está localizado - Avalia o imóvel com critérios técnicos e comparativos - Prepara a documentação antes mesmo de começar a anunciar - Filtra compradores pra você não perder tempo com curiosos - Conduz a negociação buscando o melhor resultado pra você - Acompanha até o registro da escritura, garantindo que tudo foi concluído corretamente
É um processo completo. E é exatamente isso que o presidente do CRECI-MG está pedindo que as pessoas entendam.
Como escolher a imobiliária certa pra vender seu imóvel
Se você já se convenceu de que precisa de um profissional, o próximo passo é escolher qual profissional. Aqui vão alguns critérios que fazem diferença:
Registro ativo no CRECI
Parece óbvio, mas muita gente não verifica. Antes de confiar seu patrimônio a alguém, confirme se o corretor ou a imobiliária tem registro ativo no CRECI-MG. É o mínimo.
Conhecimento da região
Um corretor que atua na região onde seu imóvel está sabe os diferenciais do bairro, conhece o perfil dos compradores e entende a dinâmica de preços local. Isso faz toda a diferença na hora de posicionar e vender.
Quem vende imóvel na Pampulha, por exemplo, precisa de alguém que entenda o perfil do comprador daquela região, que valoriza qualidade de vida, acesso à lagoa, proximidade com áreas verdes e a tranquilidade de bairros mais residenciais.
Estrutura de divulgação
Boas fotos, tour virtual, presença nos principais portais, estratégia de redes sociais. Hoje, mais de 90% das buscas por imóveis começam na internet. Se a imobiliária não tem presença digital forte, seu imóvel vai ficar invisível.
Transparência na comunicação
Você precisa de alguém que te mantenha informado sobre cada visita, cada proposta, cada feedback. Sem mistério, sem enrolação. A relação entre vendedor e corretor precisa ser de confiança total.
O recado final do CRECI-MG, e o nosso
O alerta do presidente do CRECI-MG é simples e direto: a venda de um imóvel não é lugar pra improviso. É uma decisão que envolve patrimônio, segurança jurídica e, muitas vezes, o futuro financeiro de uma família inteira.
Se você está pensando em vender, seja um apartamento em BH, uma casa em condomínio de luxo em Vespasiano ou qualquer outro imóvel na região metropolitana, faça isso com quem entende do assunto.
Não é sobre gastar mais. É sobre proteger o que é seu.
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Fonte: Artigo do presidente do CRECI-MG publicado no jornal [O Tempo](https://www.otempo.com.br/opiniao/2026/6/19/quem-esta-vendendo-o-seu-imovel), em 19 de junho de 2026.
